Blefaroplastia: quando a cirurgia de pálpebras é indicada
Excesso de pele, bolsas e aspecto de cansaço no olhar: entenda quando a blefaroplastia é indicada, o que ela trata e o que ela não trata.
As pálpebras estão entre as primeiras regiões do rosto a mostrar mudanças com o tempo. A pele fica mais fina e perde elasticidade, e as bolsas de gordura ao redor dos olhos podem ficar mais aparentes. A blefaroplastia, ou cirurgia de pálpebras, trata parte dessas alterações. Saber o que ela resolve e o que não resolve ajuda a ter expectativas realistas.
O que a blefaroplastia trata
- Pálpebra superior: excesso de pele que forma uma dobra sobre os olhos, deixando o olhar pesado. Em alguns casos essa pele chega a encostar nos cílios ou a reduzir o campo de visão lateral.
- Pálpebra inferior: bolsas de gordura que dão aspecto de cansaço, além de excesso de pele.
A cirurgia pode ser feita só nas pálpebras superiores, só nas inferiores ou nas duas, conforme a avaliação.
Indicação estética e funcional
Quando o excesso de pele da pálpebra superior atrapalha a visão, a cirurgia tem também finalidade funcional. Nesses casos, uma avaliação oftalmológica, às vezes com exame de campo visual, pode fazer parte do planejamento.
O que a blefaroplastia não trata
Algumas queixas parecidas têm outras causas e outros tratamentos:
- Sobrancelha caída. Quando a sobrancelha desce, ela empurra a pele para a pálpebra e dá a impressão de excesso de pele. Nesses casos, o lifting de sobrancelhas pode ser indicado, isolado ou associado à blefaroplastia.
- Pálpebra que cobre a pupila por fraqueza do músculo (ptose palpebral). Esse é um problema muscular, com abordagem própria.
- Olheiras de pigmentação e rugas finas ao redor dos olhos. Não são corrigidas pela retirada de pele e podem exigir tratamentos complementares.
Diferenciar essas situações é uma das funções do exame físico.
Como é a cirurgia
Na pálpebra superior, a incisão fica na prega natural, o que ajuda a disfarçar a cicatriz. Na inferior, pode ficar logo abaixo dos cílios ou na parte interna da pálpebra, dependendo da técnica escolhida. Na maioria dos casos é feita com anestesia local e sedação.
Recuperação
Inchaço e manchas roxas ao redor dos olhos são esperados nas primeiras semanas. Compressas frias, cabeceira elevada para dormir e cuidado com esforço e exposição ao sol fazem parte das orientações iniciais. O retorno às atividades sociais costuma acontecer entre uma e duas semanas, conforme a evolução de cada paciente.
Riscos
Olho seco temporário, assimetrias, alterações de cicatrização e, mais raramente, alterações na posição da pálpebra inferior estão entre os riscos discutidos na consulta. Quem tem doenças oculares, olho seco, usa lentes de contato ou já fez cirurgia nos olhos deve informar isso ao cirurgião.
Este conteúdo é informativo. A indicação da blefaroplastia depende de avaliação presencial com cirurgião plástico.
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