Erros comuns antes e depois de uma cirurgia plástica
Escolha do cirurgião, preparo pré-operatório e condução da recuperação: atitudes que interferem na segurança e na evolução de quem vai passar por uma cirurgia plástica.
Uma cirurgia plástica não começa no centro cirúrgico e não termina quando o procedimento acaba. As decisões tomadas antes e o jeito de conduzir a recuperação também interferem na segurança e na evolução do paciente. Reunimos alguns erros que aparecem com frequência.
Antes da cirurgia
Escolher o profissional sem checar a formação
Cirurgia plástica é uma especialidade médica com formação específica. Antes de marcar a consulta, é possível verificar se o médico tem registro no CRM e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em cirurgia plástica, consultando o site do Conselho Regional de Medicina. O título de membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) também pode ser consultado no site da sociedade.
Vale ainda perguntar onde a cirurgia será feita: hospital ou clínica com estrutura adequada e equipe de anestesia.
Decidir o procedimento antes da avaliação
Chegar à consulta com o nome da cirurgia já escolhido é comum. Mas a indicação depende da anatomia, do histórico de saúde e do que de fato incomoda. Às vezes o procedimento mais adequado é diferente do imaginado, e entender isso faz parte de uma decisão bem construída.
Omitir informações de saúde
Doenças, medicamentos de uso contínuo, suplementos, anticoncepcional, tabagismo, cirurgias anteriores e episódios de trombose na família são informações que mudam o planejamento. Omitir qualquer uma delas aumenta o risco. O mesmo vale para os exames pré-operatórios: eles existem para identificar o que precisa ser ajustado antes.
Não parar de fumar
O cigarro, incluindo o eletrônico, prejudica a circulação e a cicatrização. A orientação costuma ser suspender o uso semanas antes e manter a suspensão depois da cirurgia, pelo período indicado pelo cirurgião.
Depois da cirurgia
Voltar às atividades antes do tempo
Sentir-se bem não significa que os tecidos já cicatrizaram por dentro. Esforço físico, academia e até tarefas domésticas pesadas antes da liberação podem favorecer complicações como seroma, abertura de pontos e sangramento. Cada procedimento tem um prazo, e ele é definido nos retornos.
Ajustar o tratamento por conta própria
Usar a cinta por menos tempo, trocar a medicação, aplicar produtos na cicatriz ou iniciar procedimentos estéticos sem orientação são atitudes que podem atrapalhar a recuperação. O mesmo vale para seguir conselhos de pessoas que fizeram cirurgias parecidas: o pós-operatório de cada paciente é diferente.
Faltar aos retornos
As consultas de acompanhamento servem para avaliar a cicatrização, retirar pontos e drenos no momento certo e identificar cedo qualquer alteração. Faltar a elas tira do cirurgião a chance de agir a tempo.
Esperar o resultado final cedo demais
Inchaço, endurecimento e alterações de sensibilidade fazem parte da evolução e podem levar meses para se resolver. Julgar o resultado nas primeiras semanas costuma gerar ansiedade desnecessária. Se algo preocupa, a equipe deve ser procurada.
Sinais que pedem contato imediato com a equipe
Febre, dor que piora em vez de melhorar, falta de ar, dor ou inchaço em uma das pernas, sangramento ou secreção pela ferida e vermelhidão que se espalha são sinais que precisam ser avaliados sem esperar a próxima consulta.
Este conteúdo é informativo. As orientações específicas de cada caso são passadas pelo cirurgião responsável.
Quer agendar a sua consulta?
Fale com a nossa equipe agora pelo WhatsApp.
Artigos relacionados
Drenagem linfática no pós-operatório: para que serve e quando é indicada
Qual o papel da drenagem linfática na recuperação de cirurgias como a lipoaspiração, quando ela costuma começar e por que deve seguir a orientação do cirurgião.
O que perguntar na primeira consulta com um cirurgião plástico
Uma lista prática de perguntas para levar à consulta de avaliação, para sair dela com mais clareza sobre o procedimento considerado.