Dr. Vinícius Pignatti, Cirurgião Plástico
Orientação Geral

Erros comuns antes e depois de uma cirurgia plástica

Escolha do cirurgião, preparo pré-operatório e condução da recuperação: atitudes que interferem na segurança e na evolução de quem vai passar por uma cirurgia plástica.

Por Dr. Vinícius Pignatti ·
Erros comuns antes e depois de uma cirurgia plástica

Uma cirurgia plástica não começa no centro cirúrgico e não termina quando o procedimento acaba. As decisões tomadas antes e o jeito de conduzir a recuperação também interferem na segurança e na evolução do paciente. Reunimos alguns erros que aparecem com frequência.

Antes da cirurgia

Escolher o profissional sem checar a formação

Cirurgia plástica é uma especialidade médica com formação específica. Antes de marcar a consulta, é possível verificar se o médico tem registro no CRM e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em cirurgia plástica, consultando o site do Conselho Regional de Medicina. O título de membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) também pode ser consultado no site da sociedade.

Vale ainda perguntar onde a cirurgia será feita: hospital ou clínica com estrutura adequada e equipe de anestesia.

Decidir o procedimento antes da avaliação

Chegar à consulta com o nome da cirurgia já escolhido é comum. Mas a indicação depende da anatomia, do histórico de saúde e do que de fato incomoda. Às vezes o procedimento mais adequado é diferente do imaginado, e entender isso faz parte de uma decisão bem construída.

Omitir informações de saúde

Doenças, medicamentos de uso contínuo, suplementos, anticoncepcional, tabagismo, cirurgias anteriores e episódios de trombose na família são informações que mudam o planejamento. Omitir qualquer uma delas aumenta o risco. O mesmo vale para os exames pré-operatórios: eles existem para identificar o que precisa ser ajustado antes.

Não parar de fumar

O cigarro, incluindo o eletrônico, prejudica a circulação e a cicatrização. A orientação costuma ser suspender o uso semanas antes e manter a suspensão depois da cirurgia, pelo período indicado pelo cirurgião.

Depois da cirurgia

Voltar às atividades antes do tempo

Sentir-se bem não significa que os tecidos já cicatrizaram por dentro. Esforço físico, academia e até tarefas domésticas pesadas antes da liberação podem favorecer complicações como seroma, abertura de pontos e sangramento. Cada procedimento tem um prazo, e ele é definido nos retornos.

Ajustar o tratamento por conta própria

Usar a cinta por menos tempo, trocar a medicação, aplicar produtos na cicatriz ou iniciar procedimentos estéticos sem orientação são atitudes que podem atrapalhar a recuperação. O mesmo vale para seguir conselhos de pessoas que fizeram cirurgias parecidas: o pós-operatório de cada paciente é diferente.

Faltar aos retornos

As consultas de acompanhamento servem para avaliar a cicatrização, retirar pontos e drenos no momento certo e identificar cedo qualquer alteração. Faltar a elas tira do cirurgião a chance de agir a tempo.

Esperar o resultado final cedo demais

Inchaço, endurecimento e alterações de sensibilidade fazem parte da evolução e podem levar meses para se resolver. Julgar o resultado nas primeiras semanas costuma gerar ansiedade desnecessária. Se algo preocupa, a equipe deve ser procurada.

Sinais que pedem contato imediato com a equipe

Febre, dor que piora em vez de melhorar, falta de ar, dor ou inchaço em uma das pernas, sangramento ou secreção pela ferida e vermelhidão que se espalha são sinais que precisam ser avaliados sem esperar a próxima consulta.

Este conteúdo é informativo. As orientações específicas de cada caso são passadas pelo cirurgião responsável.

Conteúdo educativo. Não substitui avaliação médica presencial.

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