Dr. Vinícius Pignatti, Cirurgião Plástico
Mama

"Quero mudar minhas mamas": volume, posição, formato ou assimetria?

A mesma frase pode esconder queixas bem diferentes. Veja como volume, posição, formato e assimetria se relacionam com cada tipo de cirurgia de mama.

Por Dr. Vinícius Pignatti ·
"Quero mudar minhas mamas": volume, posição, formato ou assimetria?

“Quero mudar minhas mamas” é uma das frases mais ouvidas no consultório de cirurgia plástica. Mas ela pode significar coisas muito diferentes de uma paciente para outra. Entender qual é a queixa principal é o que orienta a escolha do procedimento, e por isso esse é o primeiro assunto da consulta.

Quando a questão é o volume

Há pacientes que consideram as mamas pequenas em relação ao corpo, ou que perderam volume depois da gestação, da amamentação ou de emagrecimento. Nesses casos, a mamoplastia de aumento com implante de silicone pode ser considerada.

No sentido oposto, mamas muito volumosas podem causar dor nas costas, nos ombros e no pescoço, marcas da alça do sutiã e dificuldade para praticar atividade física. Aqui a indicação costuma ser a mamoplastia redutora, que tem também um componente funcional.

Quando a questão é a posição

Às vezes o volume agrada, mas a mama está mais baixa do que antes, com a aréola apontando para baixo. Essa queda (ptose) é comum depois da gestação, da amamentação, de grandes variações de peso e com o passar dos anos. O procedimento que trata a posição é o lifting de mama (mastopexia), que reposiciona a glândula e a aréola e remove o excesso de pele.

Colocar uma prótese não corrige uma mama caída por si só. Quando há ptose, o implante isolado pode inclusive não trazer o resultado que a paciente imagina, e isso é avaliado no exame físico.

Quando a questão é o formato

Mamas com base estreita, pouca projeção no polo superior ou formato tuberoso são exemplos de queixas ligadas ao formato. O tratamento pode envolver implante, lifting, remodelação do tecido mamário ou uma combinação, dependendo da anatomia.

Quando a questão é a assimetria

Alguma diferença entre as mamas é natural e esperada. Quando essa diferença é acentuada, de volume, posição ou formato, a cirurgia pode tratar cada lado de forma diferente para aproximar as duas. É importante saber que a simetria absoluta não é um objetivo realista, já que o corpo humano não é simétrico.

Muitas vezes é uma combinação

É comum que a queixa envolva mais de um fator, como perda de volume associada à queda. Nesses casos, o lifting pode ser associado ao implante. A combinação certa só aparece com a avaliação, que considera:

  • largura da base e qualidade da pele;
  • distância entre a aréola e o sulco da mama;
  • proporção das mamas com o restante do corpo;
  • planos de gestação e amamentação;
  • histórico pessoal e familiar e exames de imagem das mamas.

O que levar para a consulta

Vale pensar antes no que exatamente incomoda e em como seria o resultado desejado. Fotos de referência podem ajudar na conversa, mas servem para entender a expectativa, não como modelo a ser copiado, porque cada anatomia tem seus limites. Exames de mama recentes, quando houver, também devem ser levados.

As informações acima são gerais. A definição do procedimento adequado depende de avaliação presencial com cirurgião plástico.

Conteúdo educativo. Não substitui avaliação médica presencial.

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